Artigos

Home / Artigos

É comum pensar que a função do arquiteto resume-se apenas à questão estética. Grave erro, pois o Arquiteto é o grande idealizador e também um facilitador para que as coisas fluam melhor desde as primeiras idéias até a entrega das chaves, passando pelo planejamento da obra.
Planejamento é condição básica para uma construção ter o menor custo e ser útil aos seus futuros ocupantes. Como todo planejamento de obra começa pelo projeto arquitetônico, é fácil entender a importância de ter um arquiteto auxiliando o empreendedor desde as primeiras horas de um projeto de construção.

A arquitetura é uma profissão bastante complexa e abrange diversas áreas como magistério, consultoria, perícia e execução de obras. Além do projeto de arquitetura em si, o Arquiteto está apto a elaborar e gerenciar também os projetos de instalação elétrica, hidráulica, esgoto, gás, estrutura e paisagismo.

O Arquiteto também pode ser o responsável legal pela execução da obra, sendo de sua responsabilidade as sanções penais, no caso de eventuais sinistros. Também é ele o responsável por cumprir todas as exigências legais, assim como zelar pelo perfeito funcionamento das instalações e pela solidez da construção durante um período de até cinco anos após a conclusão da obra, conforme determinado pelo código civil.

Aliás, o profissional mais indicado para assumir a responsabilidade pela execução ou gerenciar a obra é o próprio autor dos projetos, pois conhece a fundo todas as suas particularidades.

No caso de uma obra não possuir um profissional responsável pela sua execução, que tanto pode ser um Engenheiro Civil como um Arquiteto, todas as sanções penais recairão sobre o proprietário. Este poderá, inclusive, responder criminalmente pelo exercício ilegal da profissão, apesar de muitas pessoas pensarem que o responsável por estas situações, no final das contas, será o pedreiro ou empreiteiro.

Em última análise seria, no mínimo, uma grande imprudência e irresponsabilidade confiar o investimento de um razoável capital -- na elaboração de um projeto e na execução da obra -- a pessoas sem experiência, qualificação e responsabilidade legal.

Como identificar o bom profissional

Ao contratar os serviços de um arquiteto é importante ter a consciência de que, como em todas as profissões, existem os bons e os maus profissionais, portanto alguns aspectos devem ser observados para fazer uma boa escolha:

• Se você está adquirindo um terreno, o correto será contratar um profissional qualificado já nesta etapa para lhe prestar uma assessoria e evitar futuras surpresas desagradáveis, pois existem particularidades técnicas que determinarão um custo maior ou menor da obra ou até mesmo a sua inviabilidade econômica, tais como:
a) As características topográficas que, em alguns casos, poderão exigir muros de contenção;
b) O tipo de subsolo que poderá exigir uma fundação especial;
c) A existência e a altura dos coletores públicos de águas pluviais e de esgoto em relação ao nível do terreno que, em alguns casos, poderão exigir o bombeamento da futura instalação de esgoto.
Enfim, são inúmeros conhecimentos técnicos que poderão lhe economizar um considerável capital alem de evitar inúmeros aborrecimentos.

• Nunca escolha o profissional pelo valor mais baixo dos honorários, pois, certamente, eles serão proporcionais a sua experiência e competência;

O trabalho do arquiteto é que define a personalidade da edificação e permite todo o planejamento da obra. 

• Procure saber como o arquiteto desenvolve seu trabalho e conhecer sua vida profissional. Os bons arquitetos costumam fornecer seus curriculos; 

• Obtenha informações sobre os trabalhos realizados;

• Saiba quais os serviços que este profissional irá lhe oferecer. Lembre-se de que para executar uma obra são necessários e, na maioria das vezes obrigatórios, além da aprovação do projeto de arquitetura, os projetos de instalações prediais (gás, esgoto, etc.). Os bons profissionais oferecem todos os serviços necessários, não só à aprovação do projeto como também para sua execução;

• Pergunte quais as necessidades legais para a aprovação do projeto e a execução da obra e quais as responsabilidades que serão assumidas pelo profissional;

• Busque informações do profissional junto ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, disponíveis no do CREA regional;

O bom planejamento dos interiores é fundamental para a obtenção de ambientes confortáveis e úteis. 

• Nunca contrate um serviço sem que seja firmado um contrato no qual deverá constar, claro e minuciosamente, tudo que se relacione ao seu propósito de forma a não ocasionar nenhuma dúvida futura principalmente quanto aos serviços que serão prestados, aos prazos, ao valor e às condições de pagamento; 

• Mantenha um diálogo franco com o arquiteto. Não omita nenhuma informação e faça questão de participar diretamente do projeto e da obra. Dê sugestões, expresse sua opinião, é mais fácil e mais barato fazer alterações quando a obra ainda estiver em execução. Lembre-se de que o projeto deve atender as suas necessidades e não as do arquiteto.

Se, ainda assim, restar alguma dúvida quanto às vantagens de contratar um arquiteto, compare o custo da contratação de um profissional competente em relação ao valor total da obra. Representa uma pequena fração, e os benefícios de uma obra bem planejada compensam qualquer pagamento feito a um bom profissional.

Fonte: www.forumdaconstrucao.com.br - Por Arq. Victor Sportelli

 

Apesar do que muitos acreditam, construir uma casa ecologicamente correta e sustentável pode ser mais barato do que se imagina.

O investimento, em média, é 1% a 7% superior a um empreendimento tradicional, dependendo das tecnologias adotadas, e o retorno previsto acontece entre 3 a 5 anos. A redução no uso de água potável chega até 50%, enquanto o consumo de energia diminui cerca de 30%, de acordo com estudos realizados pela Fundação Vanzolini e GBC Brasil.

Para quem não conhece a expressão, construção sustentável é aquela pensada e executada com respeito ao meio ambiente e seus recursos, garantindo o bem-estar e o conforto dos futuros usuários.

Existem várias opções para construir de forma sustentável e não gastar muito.

Na fase de projeto, é essencial que o arquiteto adote o posicionamento correto em relação ao sol e aos ventos predominantes, buscando maior conforto térmico e melhor iluminação, fazendo bom uso da insolação natural e da ventilação cruzada, o que garante ambientes mais frescos e saudáveis.

Igualmente importante é o uso de materiais ecologicamente corretos, que contribuem para o conforto ambiental, como coberturas isolantes (uso de subcoberturas, telhas especiais com cores claras, telhados verdes e ventilação de áticos e sótãos), vedações especiais (tijolos ecológicos, sistemas de vedação em drywall e Steel Frame, com aplicação de mantas isolantes em paredes), vidros e películas para controle térmico das aberturas, materiais ecológicos de acabamento (pisos drenantes, “madeira” plástica, acessórios fabricados com itens reciclados), entre outros.

O processo construtivo também deve ser controlado, adquirindo produtos de fornecedores da região (para evitar consumo de combustível e conseqüente poluição ambiental), evitando desperdício de material na obra e proporcionando o descarte correto aos resíduos gerados.

Em relação aos sistemas elétricos e hidráulicos, é de fundamental importância que mantenham foco na economia, através do uso racional da água e energia elétrica, adoção de dispositivos e equipamentos de baixo consumo (chuveiros utilizando água quente através de aquecimento solar, reaproveitamento de águas da chuva, lâmpadas led, uso de equipamentos e eletrodomésticos classe “A” do Procel e/ou com a tecnologia “inverter”, torneiras e vasos com dispositivos economizadores de água, geração de energia através de painéis fotovoltaicos, entre outros).

Os benefícios de uma edificação que adota técnicas sustentáveis e ecológicas são inúmeros; além de promover o bem-estar dos usuários e preservar o ambiente em que se insere, reduz as despesas de manutenção, operação e consumo, a médio e longo prazo, aumentando seu valor de revenda em até 30%.

 

O projeto de arquitetura é o resultado de uma parceria entre cliente e arquiteto. Através dessa parceria, idéias são materializadas em desenhos, unindo estética e funcionalidade de forma a suprir as necessidades dos usuários desses espaços. Conheça as etapas que envolvem o desenvolvimento do projeto de arquitetura.

ESTUDO PRELIMINAR

• Conceito inicial
• Programa de necessidades
• Soluções construtivas

2) ANTEPROJETO

• Solução arquitetônica para exigências do cliente, exigências técnicas e estéticas
• Inclui: plantas baixas, cortes, fachadas e maquete.

2.1) PROJETO DE APROVAÇÃO

• Projeto para ser apresentado à Prefeitura Municipal
• Inclui: planta de localização, planta de locação e implantação, plantas baixas, cortes, fachadas, perfis do terreno e planta de cobertura.

3) PROJETO EXECUTIVO

• Detalhamento do Anteprojeto
• Inclui: planta de locação e implantação, plantas baixas, cortes, fachadas, planta de cobertura, vistas internas, planta elétrica, planta de teto e iluminação, planta hidráulica, detalhamento de esquadrias (portas e janelas), especificação de materiais utilizados, detalhe dos telhados, detalhamentos específicos que se fizerem necessários, e detalhamento de equipamentos como churrasqueira, lareira, etc.

1) ESTUDO PRELIMINAR

PRESSUPOSTO INICIAL

O projeto de arquitetura - seja ele de uma casa, de um restaurante, de uma sede de empresa ou até de um simples móvel - é um trabalho conjunto, resultado de uma parceria entre arquiteto e cliente. Por isso, é importante estabelecer afinidades desde o princípio, conversando abertamente sobre expectativas, gostos e, principalmente, sobre a disponibilidade financeira do cliente. O arquiteto, por sua vez, deve esclarecer suas premissas de trabalho e apresentar um portfolio e/ou seus projetos já realizados.

Fazendo uma entrevista preliminar, o arquiteto conhece melhor quem é seu cliente, como funciona sua vida em termos de hábitos e horários, como é a estrutura de sua família ou de seu espaço de trabalho e quais atividades pretende desenvolver no espaço solicitado. Juntos, cliente e arquiteto definem o escopo dos trabalhos e o programa de necessidades.

A partir destes dados, o arquiteto elabora um orçamento para desenvolvimento do projeto. Após a assinatura de um contrato é que, efetivamente, o arquiteto dá início aos trabalhos.

PRIMEIROS CONTATOS

O arquiteto normalmente visita o local onde será instalado o projeto, caso não o tenha feito antes ou durante a entrevista preliminar. Ali, ele vai avaliar o local, verificando as possibilidades de realização do programa de necessidades e fará um levantamento completo do local, medindo e tirando fotos.

Em seguida, em seu escritório, ele transfere as informações colhidas para o computador. A partir daí começa o trabalho de criação, quando o arquiteto elabora o conceito com o qual irá trabalhar e quais soluções irá apresentar naquele projeto. É a fase de ESTUDO PRELIMINAR, onde são feitos os primeiros esboços, chamados croquis, do que será o projeto final.

Vale lembrar, que as idéias colocadas no papel são apenas uma síntese do processo de criação do arquiteto, das horas dispendidas em pesquisa, reflexão e estudos para encontrar a melhor solução para aquele projeto. Portanto, não se deve atribuir valor ao número de desenhos apresentados. A maior parte do trabalho do arquiteto é imaterial: são conceitos, idéias e soluções que só se farão sentir realmente a partir do momento em que a obra fica pronta.

Estas primeiras idéias são apresentadas ao cliente e, se aprovadas por ele, dá-se início à fase de ANTE-PROJETO.

2) ANTEPROJETO

Nesta fase, os desenhos do estudo preliminar são transformados em desenhos técnicos, com escala e dimensões precisas. Aqui, o arquiteto começa a desenvolver os cortes, fachadas e diversas plantas para poder estudar a viabilidade de cada detalhe do projeto: o tamanho de cada ambiente, sua iluminação, ventilação, sua funcionalidade, etc. Este é o momento em que também é desenvolvido um modelo, ou maquete, para melhor compreensão dos volumes e das proporções da construção.

Esta maquete pode ser física, feita em papel, madeira e outros materiais; ou virtual, em modelo tridimensional(3D). Durante o processo de ajuste e de busca de soluções são feitas reuniões com os clientes para que as decisões sejam tomadas em conjunto e que as partes estejam de acordo com as escolhas feitas. Uma vez que todas estas questões estejam resolvidas e aprovadas pelo cliente, é hora de partir para o PROJETO EXECUTIVO.

3) PROJETO EXECUTIVO

É o PROJETO EXECUTIVO que vai possibilitar a execução da obra, daí seu nome. Constam deste projeto os detalhes de execução de cada item, como os acabamentos utilizados, as louças e metais indicados, o sistema construtivo, os tipos de portas e janelas utilizadas, os pontos elétricos e hidráulicos, a estrutura do telhado e sua cobertura, etc.

Com este projeto em mãos é possível procurar engenheiros para fazer os cálculos estruturais e de instalações hidro-sanitárias, fazer um orçamento do custo da obra, orçar mão-de-obra em geral e, por fim, elaborar um cronograma de desenvolvimento da obra e de utilização dos recursos financeiros.

O arquiteto é responsável por realizar a compatibilização entre seu projeto e os projetos complementares, como elétrico, hidro-sanitário, estrutural, de automação, sistemas de aquecimento e refrigeração, entre outros.

 

A Maquete Eletrônica pode ser vista como uma poderosa ferramenta de projeto. O estudo da volumetria e a harmonia das cores e texturas são facilmente simulados. Quanto mais detalhada for a Maquete Eletrônica, menor a possibilidade de se cometer erros de projetos, tais como interferências entre os andares ou problemas com os elementos estruturais.

O leigo, em geral, tem uma dificuldade grande na compreensão de um projeto de arquitetura. Na realidade, por mais que o arquiteto explique como vai ser o projeto e até mesmo mostre fotos ou obras com elementos "parecidos" aos utilizados, o cliente não consegue materializar em sua mente o seu empreendimento.

Para o cliente, principalmente aquele que está construindo uma casa, é muito mais negócio gastar na fase de projeto, exigindo uma visualização do projeto do que gastar em uma reforma ou mesmo ter que conviver indefinidamente com algo que não o agradou.

Existem escritórios de arquitetura que não prescindem da utilização de Maquetes Eletrônicas, até mesmo na fase de estudos de um projeto. Outros estão utilizando como parte do projeto no sentido de agregar valor às peças apresentadas. Há ainda aqueles que deixam ao encargo do cliente escolher se querem ou não o uso dessa tecnologia, cobrando à parte por este serviço.